Como disse no
outro blog e com os motivos explicitados
neste post, agora o blog volta de vez para seu endereço de origem. E agora com o template novo. Espero, de verdade, postar com mais frequência.
Eu particularmente não gosto muito de salvar os dados no Excel. Depois que li em algum lugar falando muito mal do Excel como armazenador de dados, passei a usar o formato .txt – infelizmente não tenho o link.
Por outro lado não acho conveniente escrever tudo no Bloco de Notas. Então primeiro escrevo tudo no Excel e salvo como texto, existe essa opção mágica. Mas no Calc não existe, até a última vez que procurei não tinha. E agora? (Existe uma opção, veja o primeiro comentário deste post.) É possível fazer isso no R.
Seguindo os passos do
outro post, importe o banco de dados. E depois exporte no formato desejado. No exemplo vou importar um .csv e exportar um .txt. Na última linha do exemplo confirmo se é possível ler o arquivo criado no R.
dados <- read.csv2("dados.csv")
write.table(dados, file=”dados.txt”)
dados2 <- read.table(“dados.txt”)
Pronto. É bem simples mesmo. Também é possível fazer o contrário, sair de um .txt e escrever um .csv com a função write.csv. Mas cuidado, se for importar do jeito comum com read.csv ou read.csv2 um arquivo que foi criado desta maneira, pode dar errado. O ideal é seguir o que a ajuda diz, e que é a última linha do exemplo.
write.csv(dados2, "dados2.csv")
dados3 <- read.table("dados2.csv", header = TRUE, sep = ",", row.names = 1)
O pacote
xlsReadWrite sugerido pelo Quick-R parece ser muito interessante, se você conseguir instalar/usar. Tentei de tudo e nada. Dizem que o criador dele é muito bonzinho e se você mandar e-mail ele responde, mas nunca tomei coragem para fazer isso. Por enquanto, quando preciso exportar para .xls, utilizo esse código que aprendi na lista e não é muito confiável:
dados4
write.table(dados4, file="nome.xls", row.names=FALSE, col.names=FALSE, sep="\t")
Se fizer do jeito que está, apenas os dados aparecerão, sem o nome das linhas e colunas. Para que eles apareceram é só retirar os argumentos row.names e col.names. O nome das colunas aparecerá deslocado uma célula para a esquerda.
Atenção: Como não é algo oficial – leia-se, gambiarra – pode dar errado sem motivo aparente. Cuidado ao fazer isso. Comigo sempre deu certo fazendo desse jeito.
Para encerrar, um exemplo no R Commander. Baseado em fatos, e desespero, reais. Pelo menos a nota não era minha, eu só era a monitora. lol Resumindo a novela: Ninguém sabia qual era a extensão do banco de dados. Só que isso não é tão importante no R Commander. Mas inventamos de importar o banco de dados para o R “normal”. Gastei umas duas horas tentando descobrir a extensão e nada. A solução foi mandar um e-mail para o professor, que resolveu o problema.
Apesar do problema estar resolvido fiquei pensando no que poderia ser feito caso tudo desse errado. Então, o ideal seria fazer o seguinte caminho no Commander:
Dados > Carregar Conjunto de dados
Dados > Conjunto de dados ativo > Exportar conjunto de dados ativo
Na primeira linha leio o banco de dados e na segunda o escrevo em outro formato, neste caso .txt. Assim eu saberia o formato em que o arquivo está e ele poderia ser lido no R “normal” com o comando read.table por exemplo. Não tive essa ideia, que no fundo é bem boba, a tempo. Fica guardada para uma próxima oportunidade.
Os motivos que levam alguém a escrever dados em outros formatos são infinitos, e poder fazer isso seja lá qual for a razão é uma das coisas que eu mais gosto no R.